A Comissão do “Codex Alimentarius” da ONU aprovou 44 medidas alimentares em defesa dos consumidores, nomeadamente respeitantes à produção de ovos e ao vinho, informaram a FAO e a OMS num comunicado conjunto.
Estabeleceu-se ainda uma série de princípios de análise de riscos para ajudar os governos a criarem as suas próprias normas, informa o comunicado.
O Codex, organismo das Nações Unidas que estabelece normas sobre a qualidade e inocuidade dos alimentos, realizou a sua reunião anual na sede da FAO, em Roma, entre 02 e 07 de Julho e nela participaram 133 países.
As novas medidas aprovadas na reunião tiveram a assessoria científica das comissões de peritos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Este organismo modificou algumas normas já existentes e estabeleceu outras novas, entre elas um código para prevenir ou reduzir a presença de “ocratoxina A” que aparece na cadeia de produção do vinho, uma toxina que pode ser prejudicial para o rim.
O Codex também aprovou um novo código sobre as práticas higiénicas na produção de ovos para proteger os consumidores de bactérias que originam doenças como a salmonela.
Este organismo estabeleceu além disso uma norma revista para garantir maior inocuidade dos preparados para lactantes e os que têm uma finalidade médica específica “que se espera possam salvar a vida de muitas crianças em todo o mundo”, segundo o comunicado.
O Codex decidiu desenvolver directrizes adicionais para reduzir a frequência da salmonelose e do “campilo-bacteriosis” nas galinhas, duas bactérias “que causam uma parte importante das doenças de origem alimentar no mundo”.
Durante o encontro, o Brasil e a Malásia, dois países com economias emergentes, comprometeram-se a ajudar outros países para garantir que os alimentos não prejudiquem a saúde.
A FAO e a OMS receberam a iniciativa do Codex de “forma positiva” e ambos os organismos estão preparados para apoiá-lo em áreas como no uso da nanotecnologia e na avaliação de problemas e vantagens do consumo do pescado.
Ambas as organizações lançaram a Iniciativa em prol da Assessoria Científica Relativa à Alimentação (GIFSA) para recolher fundos e animar os doadores e a sociedade civil a apoiarem a investigação científica a nível internacional.
Fonte: Agroportal
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