A cirrose associada ao consumo excessivo de álcool e droga está a aumentar entre os jovens, que começam a beber cada vez mais cedo, alertou hoje o presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado.
Rui Tato Marinho adiantou à Agência Lusa que estão a aumentar os casos de jovens com cerca de 30 anos com cirrose em estado muito avançado devido ao álcool, droga e hepatite C, uma doença que afecta cerca de 150 mil portugueses e que, a maioria das vezes, não acusa qualquer sintoma, sendo que cerca de 65 a 85 por cento dos casos permanece para sempre.
As consequências da junção destes três factores vão ser debatidas sexta-feira num encontro em Lisboa, promovido pela Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), com o tema Hepatites, Droga e Álcool, que reunirá vários hepatologistas.
«Esta reunião corresponde à preocupação que nós temos em relação a alguma juventude que entra nos consumos excessivos de álcool, de droga e depois partilha seringas, que origina muitos casos de hepatite C», disse o gastrenterologista e hepatologista do Hospital Santa Maria.
Tato Marinho adiantou que os jovens estão «mais cautelosos» em relação às drogas injectáveis, mas estão a beber muito cedo, o que terá consequências «a nível da saúde muito gravosas».
«Assiste-se ao início do consumo em idades muito precoces (13 anos), na generalização do consumo excessivo nas raparigas e na adopção muito frequente do consumo tipo binge drinking» (consumo de grandes quantidades de álcool em pequenos períodos de tempo), sustentou.
Como medidas para reduzir os danos do consumo de álcool, o presidente da APEF defende que se deve apostar na informação e aumentar a idade legal para consumo de bebidas alcoólicas para os 18 anos, como propõe o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT).
Fonte: Diário Digital
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