O Instituto Scripps , localizado na Califórnia, anunciou esta semana a identificação de algumas das mutações necessárias ao H5N1 para fazer da população humana o seu hospedeiro preferido.
Através da aplicação do teste micro-ordenação de glicanos, os cientistas examinaram o vírus e tentaram prever quais as mudanças necessárias para que se torne específico de seres humanos. No entanto, continuam sem conseguir prever se e quando a gripe das aves vai evoluir de forma a permitir o contágio entre humanos.
Em análises de amostras obtidas de casos humanos da gripe das aves, os cientistas concluíram que a hemaglutinina (o H em H5N1) deste vírus é, nalguns casos, muito semelhante à do vírus que causou a pandemia de 1918, a chamada “gripe espanhola” que matou entre 50 e cem milhões de pessoas.
É a hemaglutinina que permite que o vírus adira às células, usando a estrutura de uma célula-alvo – denominada ácido sálico – e que é ligeiramente diferente em cada espécie animal, explica a Reuters. A gripe das aves terá que alterar a actual configuração aviária para provocar uma epidemia em pessoas.
Estudos anteriores ao do Instituto Scripps constataram que serão necessárias apenas duas mutações para que o H5N1 se torne idêntico ao vírus de 1918, o que poderá indicar que a evolução da gripe das aves pode estar para breve.
Fonte: BBC e Confragi
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