A Universidade do Texas publicou um trabalho científico através do qual foi descoberta uma forma de utilizar o algodão para fins alimentares. A planta que até agora tem sido fonte de fibra para vestuário tem o potencial de alimentar 500 milhões de pessoas.
Os investigadores responsáveis pelo estudo alteraram o algodão geneticamente de forma a reduzir os níveis do químico tóxico gossipol, que quando ingerido pode danificar o coração e o fígado, tornando a planta passível de consumo alimentar. Parte do algodão é, actualmente, aproveitado na alimentação animal, já que os animais dispõem de bactérias nos seus estômagos que neutralizam o gossipol.
O algodão poderá, assim, ser transformado em farinha para pão e outros alimentos servindo de fonte altamente proteica para as populações mais pobres. As suas propriedades nutricionais estão dentro dos padrões exigidos pela Organização Mundial de Saúde e pelas autoridades norte-americanas.
O algodão é cultivado em mais de 80 países do mundo, na sua maioria países em desenvolvimento, noticia a Reuters. Se todo o algodão produzido actualmente pudesse ser aproveitado para consumo humano, poderia corresponder às necessidades proteicas de 500 milhões de pessoas por ano.
Depois destas descobertas, a comercialização generalizada de algodão para consumo alimentar ainda demorará, contudo, pelo menos mais uma década.
Fonte: Agrodigital e Confragi
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal