O Eurobarómetro publicou, ontem, os resultados de uma sondagem segundo a qual a maior parte dos cidadãos europeus consideram que os organismos geneticamente modificados (OGM) não devem ser encorajados na agricultura.
A população mostrou-se a favor da utilização da engenharia genética nas áreas da medicina e indústria, mas o cepticismo permanece ao nível da utilização da biotecnologia no cultivo de alimentos.
«No geral, os europeus pensam que os alimentos OGM não devem ser encorajados. Os alimentos OGM são largamente vistos como não sendo úteis, como sendo moralmente inaceitáveis e um risco para a sociedade», lê-se no estudo da União Europeia, a que a Reuters teve acesso.
O inquérito determinou cinco razões diferentes para os cidadãos se basearem numa eventual decisão de adquirir produtos geneticamente modificados: se fossem mais saudáveis, se contivessem menos resíduos de pesticidas, se fossem cultivados de forma mais ambientalmente correcta, se fossem aprovados pelas autoridades competentes ou se fossem mais baratos do que os alimentos convencionais.
Ainda assim, apenas na Irlanda, Lituânia, Malta, Portugal, Espanha e República Checa é que se verificaram mais respostas positivas aos OGM do que opositores.
O inquérito foi efectuado em 2005 sob a responsabilidade de um grupo de cientistas. O trabalho foi encomendado pela Comissão Europeia e compreendeu 25 mil pessoas nos 25 países da União Europeia.
Fonte: Reuters e Confragi
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal