O governo chinês anunciou hoje para o início em Janeiro o seu segundo recenseamento agrícola, o maior do mundo, que decorrerá durante quatro meses, divulgou a agência oficial Xinhua.
A população rural chinesa está estimada em 745,4 milhões, que correspondem a 57 por cento do total no país.
O recenseamento facilitará as bases para melhorar a política rural do país, afirmou o responsável do gabinete nacional de estatísticas, Xie Fuzhan, durante a cerimónia de promoção da iniciativa.
A recolha de informação, à escala nacional, iniciar-se-á em 01 de Janeiro e acabará no final de Abril.
A operação cobrirá 200 milhões de povoações e será realizada por sete milhões de profissionais.
As entrevistas serão a principal ferramenta para recolher informação sobre produção agrícola, emprego, migrações, condições ambientais, uso da terra, investimento em activos fixos e qualidade de vida na China rural, que está concentrada no centro e oeste do país.
“A campanha de divulgação pretende divulgar junto do povo o significado do recenseamento, de maneira que este coopere plenamente na operação”, disse Xie.
A China fez o seu primeiro recenseamento em 1996 e desde então o governo comunista adoptou uma série de medidas para proteger os interesses dos camponeses.
Entre estas medidas conta-se a abolição dos impostos agrícolas, a criação de subsídios e a instauração de um preço mínimo para os cereais e um máximo para os fertilizantes.
Dados oficiais indicam que os rendimentos efectivos por pessoa dos camponeses chineses, nos nove primeiros meses deste ano, foram de 2.762 yuans (345 dólares), o que representa uma subida de 11,4 por cento em relação a 2005.
Este rendimento está contudo muito afastado do apresentado por Xangai, que sobe a quatro mil dólares.
O descontentamento no campo, devido a estas desigualdades e às expropriações ilegais de terra por parte dos quadros corruptos do Partido Comunista, preocupa o governo central, que propôs uma política de carácter mais social.
O governo chinês estimou, em Outubro, em 150 milhões os migrantes que se deslocaram na última década do campo para as cidades no Oeste da China à procura de trabalho, devido à perda de emprego e à afirmação da economia urbana.
Estes migrantes correspondem a 11,5 por cento da população chinesa, que é a maior do mundo, ao totalizar 1,3 mil milhões de pessoas.
Em Xangai estes migrantes correspondem a um terço da população local, estimada em 5,81 milhões.
Os residentes nas cidades deverão representar metade da população do país em 2010 e 60 por cento em 2020, prevê o ministério chinês da Construção, em projecções divulgadas este mês.
Fonte: Agroportal
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal