As autoridades chinesas apresentaram, na passada sexta-feira, os Estados Unidos perante a Organização Mundial (OMC) do comércio, por aquele país ter proibido a exportação de carne de ave da China.
Segundo o procedimento da OMC, a partir de agora ambos os países têm sessenta dias para tentar regular a situação através de consultas, caso contrário, a China pode solicitar à organização uma investigação acerca da legalidade desta proibição dos Estados Unidos.
Em Abril de 2004, os Estados Unidos e a China acordaram reactivar o comércio de produtos avícolas entre os dois países e acabar com a suspensão estabelecida depois da detecção de gripe das aves.
A administração chinesa cumpriu a sua parte e aceitou a entrada de produtos avícolas norte-americanos, no entanto, os Estados Unidos não abriam as suas fronteiras aos produtos chineses de carne de ave cozinhados.
No ano passado, a China importou dos Estados Unidos 580 mil toneladas de produtos avícolas, uma quantidade que supõe 73 por cento do total das importações daquele país.
Nos últimos cinco anos, a China importou mais de quatro milhões de toneladas dos mesmos produtos provenientes do norte da América, um número que corresponde a 75 por cento das importações da China e sete por cento do seu mercado avícola, enquanto, ao contrário, nos mesmo período de tempo, não exportou nenhum produto avícola para os Estados Unidos.
A União Europeia levantou, em 2008, a interdição às importações de produtos avícolas cozinhados procedentes da China, uma medida que durou seis anos.
Fonte: Agrodigital e Confagri
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