China define plano de 5 anos para desenvolver a indústria alimentar

O governo chinês anunciou um plano de cinco anos para o desenvolvimento da sua indústria alimentar com o objectivo de tornar o sector mais rentável e afirmar a sua importância dentro e fora do país, revelou terça-feira a imprensa.

O plano visa ajudar a resolver problemas como a fraca eficiência e os baixos rendimentos do sector, processamento em pequena escala e a utilização de tecnologia e instalações antigas.

A indústria alimentar chinesa teve crescimentos significativos nos últimos anos devido ao aumento do poder de compra dos consumidores que fazem mais refeições de comida pronta.

Dados governamentais indicam que o sector tem recebido “investimentos substanciais” com mais de 30 das 50 maiores empresas de comida pronta a estabelecerem-se no país quer através de joint-ventures quer através de investimentos próprios.

Em 2005, mais de 4.000 mil empresas ligadas ao sector alimentar receberam investimento estrangeiro e representam actualmente cerca de 27 por cento das receitas da indústria no país, ou 53,7 mil milhões de euros (536,75 mil milhões de yuan).

No entanto, o governo chinês quer aumentar a produção e conquistar uma presença mais forte no mercado mundial promovendo a indústria interna, encorajando a inovação bem como a construção de uma marca própria e na aposta em mais qualidade e segurança.

Vários sectores da indústria alimentar estão incluídos no plano a cinco anos como óleos vegetais, frutas e vegetais, carne, produtos marinhos, bebidas, açúcar e lacticínios.

Para Wang Dingmian, vice-presidente da Associação de Produtos Lácteos de Guangdong, o plano governamental “vai contribuir para um desenvolvimento sustentável da indústria alimentar” do país.

O mesmo responsável reconheceu na escassez de recursos e um mercado limitado que apenas absorve 50 a 60 por cento da capacidade de produção como os dois problemas que a sua indústria enfrenta actualmente.

“Isto significa que temos maior capacidade de produção desde que existam mais recursos e os produtos possam ser escoados no mercado”, afirmou.

A população chinesa consome um quinto do total de leite consumido em todo o mundo e, apesar dos dados apontarem para um aumento nos próximos dois a três anos, a indústria acredita que a promoção do consumo possa fazer crescer ainda mais os valores.

Para as empresas baseadas nas cidades, o programa deverá centrar os seus objectivos na protecção ambiental enquanto que as quintas de produção serão encorajadas a melhorar formas de gestão e a adoptar tecnologia mais avançada.

Fonte: Lusa

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