A gravidade das cheias em Portugal vai piorar entre 20 a 40% nos próximos anos, devido às alterações climáticas, o mesmo acontecendo com as secas, que serão particularmente mais severas.
A notícia surge na edição desta segunda-feira do jornal Diário de Notícias, citando um cenário previsto pelo Centro Comum de Investigação, o braço científico da União Europeia, que está a desenvolver modelos de previsão de secas e de transbordo dos rios principais de Europa.
O projecto de investigação surge da constatação de que «os eventos extremos», como cheias e secas, vão aumentar em todo o lado, como explica o investigador principal Ad de Roo, devido às alterações climáticas, excepto no sudeste da Suécia, na Finlândia e Rússia, onde a expectativa é a da diminuição de cheias.
Mas, de uma maneira geral, adianta o investigador, «os prejuízos e o número de cheias vão aumentar e é preciso estar preparado».
Por isso, o CCI começou, na sequência das grandes cheias no Danúbio de 2002, um projecto de investigação que visa aumentar o período de previsão para três a dez dias.
«O normal é termos alertas de 24 horas e nós estamos a tentar ir mais além», adianta Ad de Roo.
Espanha, França, Itália, Alemanha e República Checa são países que integram o Sistema Europeu de Alerta de Cheias, sendo que, Inglaterra e Suíça já manifestaram igualmente vontade de participar, mas o modelo precisa de ser afinado para ter em conta essas bacias hidrográficas, de menor dimensão.
O DN refere ainda que o sistema de alerta para secas está, neste momento, em fase de elaboração, indo de encontro a um documento que a Comissão Europeia deverá lançar em Setembro, para chamar a atenção sobre o problema dramático que é a falta de água e as secas na Europa, assim como o impacto social.
Fonte: Diário Digital
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