Cereais: Preços do trigo e cevada descem em 2010 com aumento das cotações do trigo

As estimativas apontam para uma descida dos preços mundiais do trigo e da cevada em 2010, ao contrário do milho e do sorgo que devem aumentam, começando uma década de maior procura para alimentação humana, rações e biocombustiveis.

De acordo com as previsões do Instituto de Investigação de Política Agrária e Alimentar da universidade de Iowa (FAPRI), para os próximos 10 anos também se espera um crescimento de 14,3 por cento da área cultivada e o aumento do consumo de cereais.

A procura de milho poderá vir a subir para a alimentação animal e para a produção de bioetanol e a quota dos Estados Unidos da América (EUA) no mercado mundial pode chegar aos 56 por cento em 2020.

Os países asiáticos são os que apresentam um maior tendência para aumentar a procura de alimentação animal, com as exportações norte-americana a crescerem um terço na próxima década, sendo o México e o Canadá os principais destinos.

Em relação às oleaginosas, a campanha de 2009/2010 vai conduzir a um recorde de produção de vido a colheitas elevadas de soja nos EUA e na América do Sul, no entanto, espera-se uma manutenção dos preços apesar do asmento da oferta, como consequência da recuperação da procura mundial. A FAPRI prevê ainda que nos próximos 10 anos o crescimento da procura possa elevar os preços acima de níveis históricos.

O Instituto adianta que vai haver uma mudança nas zonas de cultivo, reduzindo a superfície na China mas aumentando a área na América do Sul, uma tendência que na China deve-se à queda de preços da soja, assim como a expansão da população para as zonas urbanas. Contudo, perante a queda de produção da soja, a produção pecuária vai aumentar e converter o mercado chinês num importador de azeite e soja. A União Europeia também mantém as importações de produtos de soja.

As cotações do etanol subiram em 2008, mas sofreram uma queda logo no ano seguinte, assinalando a FAPRI que estes devem crescer na próxima década cerca de nove por cento, em resposta à escalada da procura mundial, sobretudo nos EUA.

Em relação aos preços do biocombustivel o instituto estima uma subida, impulsionada pelos preços altos do petróleo e das oleaginosas, com a União Europeia a marcar presença como maior produtor e consumidor de biocombustivel e também como o maior importador.

A grande recuperação económica vai ajudar a subir o consumo de carne e de leite, o que vai aumentar os preços dos sectores. Nos próximos dez anos estima-se que o comércio muncial aumente 22,5 por cento e a produção cerca de 17 por cento.

Fonte: Agrodigital e Confagri

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