A Comissão Europeia (CE) voltou a afirmar que não tem intenção de aumentar as quotas nacionais de produção de leite, apesar do aumento de preços detectados em vários Estados –membros como a França e a Alemanha.
O porta-voz da CE, Philip Tod, recordou que os limites nacionais estão a aumentar cerca de 0,5 por cento ao ano, ao longo do período de 2006-2008, tal como ficou definido na ocasião da reforma intercalar da Política Agrícola Comum (PAC), em 2004.
A Comissária europeia de Agricultura, Marian Fisher Boel, tem como intenção abandonar o actual sistema de quotas quando expirar a validade em 2015, por considerá-lo arcaico.
Bruxelas projecta lançar este ano um debate com todos os Estados-membros, que permita estudar medidas para o fim do actual sistema de quotas, que poderão consistir num novo «aumento transitório das quotas», avançou Philip Tod.
No entanto, realçou que os planos da Comissão não passam pela possibilidade de implementação de um novo aumento nos próximos anos, mas que seja introduzido nas campanhas imediatamente anteriores ao fim do sistema de quotas.
Em relação à subida verificada no mercado, Marian Fisher Boel admite a subida de preços detectada em alguns Estados-membros, mas não a considera como um reflexo da diminuição da oferta das explorações leiteiras no espaço europeu.
De acordo com a mesma, a subida dos preços do leite na França e na Alemanha são de «raiz conjuntural, não estrutural» e a razões pontuais como a quebra da oferta procedente de países exteriores à União Europeia (UE), como a Austrália ou a Argentina, que justificam a subida de preços por «razões climáticas».
A Comissária coloca de parte o aumento de preços dos cereais devido à expansão da indústria dos biocombustíveis, por não se reflectir nos preços da alimentação animal.
Fonte: Confragi
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