A Comissão Europeia (CE) vai reforçar o controlo sobre as importações europeias de arroz longo norte-americano, depois de reconhecer que arroz contaminado com organismos geneticamente modificados (OGM) conseguiu passar nos testes obrigatórios, no mês passado.
De acordo com os resultados das contra-análises, divulgados ontem, os dois lotes de arroz longo norte-americano inicialmente certificados como não estando contaminados com Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e que entraram no mercado europeu, concretamente na Bélgica e Holanda, estão, afinal, infectados com transgénicos, avança a Reuters.
Em comunicado, Philip Tod, o porta-voz do comissário europeu para a Protecção dos Consumidores, Markos Kyprianou, sublinhou que os lotes foram apreendidos e a Comissão Europeia «tem a intenção de reforçar as medidas, que prevêem testes ao arroz norte-americano». O porta-voz não precisou quais serão as novas disposições nem conseguiu explicar o que falhou nos primeiros testes que não detectaram OGM nos produtos.
Recorde-se que os lotes fazem parte de uma carga de 20 mil toneladas de arroz que, no final de Agosto, foi bloqueada no porto de Roterdão por suspeita de contaminação pelo transgénico LL 601, proibido na União Europeia, apesar da agência de segurança alimentar europeia considerar que o consumo deste arroz contaminado «não deverá colocar riscos iminentes» para a saúde. No entanto, reconhece ter falta de informação para realizar uma avaliação totalmente conforme aos seus próprios critérios.
O OGM LL 601 foi desenvolvido pela empresa alemã Bayer Cropscience para resistir ao seu herbicida Liberty.
Fonte: Reuters e Confragi
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