A Comissão Europeia enviou um relatório ao Conselho e ao Parlamento Europeu sobre o estado do sector das frutas de baga e cerejas destinadas a transformação, sublinhando que enfrenta «uma importante crise com forte diminuição dos preços no produtor».
Os problemas do sector agravaram-se em 2004, ano em que a União Europeia integrou mais dez países. São quatro, as dificuldades principais: competitividade das importações de países terceiros, produção excedentária, perda de competitividade devido a fragmentação e perdas produtivas na sequência de condições climáticas adversas.
Neste contexto, a Comissão Europeia propõe que se recorra a ajudas do Estado para iniciar programas de arranque e lembra que as regras comunitárias da Política Agrícola Comum e do Desenvolvimento Rural permitirão que as explorações que optem pelo arranque possam reorientar-se para outras actividades.
Além disso, as normas actuais permitem, uma ajuda às organizações de produtores e os programas de desenvolvimento rural também podem contribuir. Em relação às perdas com origem no mau tempo, o executivo comunitário propõe ajudas do Estado aos agricultores.
A ampliação da União Europeia significou a integração no mercado europeu de países com produções significativas de frutos de baga e cerejas, como a Polónia e a Hungria. A União Europeia passou a ser o primeiro produtor mundial de frutos de baga destinados a transformação, contando com uma superfície total de 237 mil hectares.
Isto resultou num excesso de produção agravado pelas importações comunitárias de morangos congelados procedentes de países terceiros, que aumentaram 20 por cento, em 2001-2002, e 38 por cento, em 2003-2004. Os preços comunitários sofreram, assim, uma forte quebra em 2004-2005.
Fonte: Confragi
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