Castelo Branco acaba de ver aprovada a candidatura para a criação de uma cluster agro-industrial na Região Centro. A aprovação foi feita pelos ministros da Economia, Ambiente e de Ciência/Ensino Superior. Com o centro tecnológico quase pronto, este projecto vai instalar na cidade um pólo com mais de 50 parceiros.
Castelo Branco vai acolher o Cluster Agro-Industrial da Região Centro, que envolve mais de 50 parceiros, entre autarquias (Castelo Branco, Cantanhede e Guarda), empresas referência e instituições de investigação e ensino superior. A candidatura, já anunciada pelo Reconquista e feita no âmbito do Programa de Estratégia de Eficiência Colectiva, acaba de ser aprovada pelos Ministérios da Economia, Ciência e Ensino Superior e Ambiente.
Com esta aprovação, Castelo Branco passa a ser o centro de referência daquele sector em toda a Região Centro, assumindo-se como promotor de desenvolvimento. Os parceiros deste projecto terão vantagens na aprovação dos projectos a que se candidatarem. Com a implementação do Cluster poderão vir a ser criados várias centenas de postos de trabalho, directos e indirectos.
Segundo apurámos, o Cluster está suportado num conjunto de fileiras agro-industriais, casos do leite/lacticínios, vinho, azeite, cereais, peixe, carne e a horto-froricultura. De acordo com a candidatura agora aprovada, “a competitividade daquelas fileiras depende não só do seu desempenho específico, mas também da concertação e no grau de inovação e de eficiência aportado por um outro conjunto de actividades que contribuem para a criação de valor acrescentado e para a diferenciação, nomeadamente: o frio, as embalagens, o marketing ou design”.
O programa de acção do Cluster assenta em cinco projectos âncora a desenvolver: criação de uma marca regional distintiva; Centro Tecnológico Agro Alimentar de Castelo Branco e de Distribuição da Guarda; Qualificação e Inovação das Pequenas e Médias Empresas e na Eficiência na Industria Alimentar.
Além dos projectos âncora, a candidatura envolve mais 55 outros projectos complementares. No total e se todos os projectos vierem a ser desenvolvidos a estimativa de investimento ultrapassa os 47 milhões de euros, os quais serão financiados ao abrigo do Quadro de Referência Estratégico Nacional e de outros tipo de financiamento público.
Desta forma o Cluster será capaz de abranger todas as fileiras agro-industriais identificadas e responder às suas necessidades (em termos de estruturas e serviços de apoio), envolver um conjunto significativo de parceiros, promover a inovação tecnológica e promover sinergias colectivas.
Autarquia satisfeita
Joaquim Morão, presidente da autarquia, considera a implementação desse centro de serviços de excelência um passo importante para o desenvolvimento daquele sector na região. “Nós estamos a instalar o Centro tecnológico Agro Alimentar, e com este cluster vimos reforçar essa área numa perspectiva de prestar serviços a toda a região centro. A Câmara considera que esse sector tem muitas potencialidades em toda a Região Centro. Como já tínhamos avançado com o centro tecnológico, nós avançámos para uma candidatura, que agora foi aprovada, para a constituição de um Pólo Tecnológico de Competitividade, com 55 parceiros de toda a Região Centro, com o objectivo claro de promover o desenvolvimento regional e potenciar aquele sector”, explica o autarca.
No entender de Joaquim Morão a aprovação deste cluster surge dentro da “estratégia que estamos a desenvolver para trazer para Castelo Branco pólos tecnológicos e inovadores”.
Com esta aprovação, “quem estiver ligado ao sector tem apoios acrescidos para poder desenvolver a sua actividade”. O presidente da Câmara sublinha o facto “de agora sermos reconhecidos como pólo tecnológico. Iremos desenvolver um plano de acção, e os projectos aprovados irão entrar no Qren – Quadro de Referência Estratégico Nacional de forma prioritária e com majoração acrescida”.
O Cluster, cuja candidatura envolveu cerca de 50 parceiros, entre os quais se destacam o Instituto Politécnico de Castelo Branco, Politécnico da Guarda, Escola Superior Agrária de Coimbra e a Universidade da Beira Interior, teve no Nercab o rosto da candidatura. “Era a única instituição de direito privado sem fins lucrativos que poderia avançar”, justifica.
No entender de Joaquim Morão, “Castelo Branco posiciona-se naquele sector como uma cidade referência e vem consolidar aquilo que já temos”. Politicamente, o autarca entende a candidatura estratégica para “Castelo Branco, já que vamos proporcionar uma maior competitividade nesta área”.
Em todo o processo, “o papel das instituições de investigação foram importantes, em especial o Instituto Politécnico de Castelo Branco e o Instituto Pedro Nunes”.
Todos os parceiros desta candidatura, que envolve já projectos diversos, têm mais facilidade em ver esses mesmos projectos apoiados e aprovados, na chamada lógica de eficiência colectiva. Entre as empresas envolvidas destacam-se algumas com intervenção nacional e internacional, como a Danone, Centauro, Fábrica Lusitana ou Soporcel, por exemplo, além de outras empresas ligadas à produção de leite, vinho, enchidos ou azeite, de toda a Região Centro do país.
Fonte: Anil
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