Casos de língua azul na Europa mudam conhecimento científico da doença

Os primeiros focos de língua azul detectados na Europa Central, em Agosto de 2006, mudaram o conhecimento científico da doença, que se supunha não afectar regiões para além da latitude 35ºN.

A presença do vírus na Europa chegou ao paralelo 50ºN, fora do limite geográfico definido pela Organização Mundial de Sanidade Animal. Assim, a língua azul já não se circunscreve aos países do sul, situados em volta do Mediterrâneo. A Holanda foi o primeiro Estado-membro do centro da Europa a confirmar a doença, a 18 de Agosto.

O vírus rapidamente se propagou à Alemanha, à Bélgica, à França e ao Luxemburgo. O Laboratório de Referência da União Europeia concluiu que o vírus presente na região é o serotipo 8, cuja presença só havia sido documentada na América do Sul e na África Subsaariana. A relação filogenética mais próxima que se estabeleceu foi de uma estirpe isolada na Nigéria em 1982.

As autoridades veterinárias dos países afectados informaram, entretanto, que a língua azul está a afectar também gado bovino, adianta o Agrodigital.

No total, confirmaram-se, em 2006, 2046 focos de língua azul na Europa Central e, desde o início de 2007, o número já ascende a 104 casos, numa altura do ano em que o vector deveria estar menos activo.

Ao longo dos últimos meses, a língua azul detectou-se, também, noutros países, tendo-se registado particular incidência nos países do Magreb. A Argélia e Marrocos confirmaram a detecção do serotipo 1. A proximidade de Portugal e Espanha com Marrocos aumenta a probabilidade de introdução deste serotipo na Península Ibérica.

Fonte: Agrodigital e Confragi

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