Os técnicos da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) asseguraram hoje que o consumo da carne de porco contaminada com dioxinas, detectada na Irlanda, não produz riscos para a saúde.
Em resposta a um pedido de análise da Comissão Europeia sobre esta questão, a AESA adiantou que só em casos extremos, em que haja uma ingestão diária de carne de porco «contaminada 100 por cento» com dioxinas durante um período prolongado, existe perigo para o consumidor.
Para chegar a esta conclusão, a AESA analisou vários cenários, tendo em conta um consumo maior ou menor de carne porco contaminada com dioxinas aos níveis encontrados nos produtos provenientes da Irlanda – índices de dioxinas de tipos como o policlorinato de bifenilo superiores a 200 picogramas (unidade de massa do Sistema Internacional de Unidades equivalente à bilionésima parte de um grama) por grama de gordura.
A União Europeia (UE) estabelece que o grau de «tolerância semanal» destas substâncias em humanos é de 14 picogramas por quilo de peso corporal.
Segundo os técnicos, um excesso de dioxinas pode ter efeitos dermatológicos, de imunotoxicidade e cancerígenos. Na reprodução, a toxicidade é medida em função da quantidade acumulada no corpo humano durante a vida.
No seu relatório, a AESA revela que a exposição humana a altos níveis de dioxinas começou em Setembro, altura que segundo os analistas começaram a aumentar as concentrações dessas substâncias nas rações que infectaram o gado na Irlanda.
A AESA informa ainda que a Irlanda «já tomou medidas» para evitar que a carne contaminada chegue ao mercado e que os responsáveis veterinários da União Europeia já analisaram o relatório hoje divulgado.
Fonte: Diário Digital
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