Cardiologista pede azeite nas mesas em vez de manteiga

O presidente da Delegação Centro da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), Polybio Serra e Silva, aconselhou os restaurantes a retirarem a manteiga das mesas, substituindo-a por azeite para os clientes molharem o pão. Os restaurantes, segundo o catedrático jubilado de Medicina, «deveriam abolir a manteiga das mesas» [???], apresentando em seu lugar «pires com azeite para as pessoas poderem embeber pedaços de pão» como entrada das refeições.

Polybio Serra e Silva respondia a uma questão sobre a adesão dos restaurantes da região às comemorações do Dia Mundial do Coração em Coimbra, no domingo, cujo programa foi apresentado. O cardiologista disse que a direcção da Delegação Centro da FPC integra um elemento ligado à restauração e que a fundação estabeleceu um protocolo com os Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, que visa a oferta de uma alimentação variada e mais saudável aos estudantes, professores e funcionários que frequentam as cantinas da instituição.

No entanto, «será muito difícil» influenciar a maioria dos restaurantes no sentido de alterarem os menus e promoverem uma alimentação mais equilibrada dos clientes, fornecendo, designadamente, refeições inspiradas na dieta mediterrânica. Azeite, vinho tinto, pão com mistura de cereais integrais, sopa, vegetais e «fruta muito colorida» («sempre de acordo com as cores da bandeira nacional»: encarnado, amarelo e verde) são alguns dos elementos obrigatórios dessa dieta, recomendou Polybio Serra e Silva.

«Vinho há só um, o tinto e mais nenhum!», proclamou, esclarecendo que, ao contrário do branco, o vinho tinto é rico em antioxidantes favoráveis a um melhor funcionamento do sistema cardio-circulatório. Frisou que cada pessoa pode consumir diariamente três decilitros de vinho, repartido em partes iguais pelas duas principais refeições do dia. «É preciso passar esta mensagem aos restaurantes», acentuou o responsável da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

As doenças cardio-vasculares constituem a primeira causa de morte a nível mundial, mas também em Portugal, causando 17 milhões de óbitos por ano.

Fonte: Anil

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