O presidente da República mostrou-se este domingo preocupado com a obesidade infantil e juvenil, defendendo a necessidade de uma aposta na educação para a saúde dos jovens.
«A luta contra a obesidade é um fenómeno que assume contornos preocupantes, sobretudo porque emerge de uma forma cada vez mais precoce. Portugal não foge a esta tendência e é uma realidade com que temos de nos confrontar seriamente», disse.
Cavaco Silva falava hoje na abertura do XXVIII Congresso da Sociedade Portuguesa de Cardiologia subordinado ao tema «A cardiologia e os portugueses», que decorre até 29 de Abril em Vilamoura, reunindo cerca de dois mil médicos portugueses e estrangeiros.
Na sua intervenção, o Presidente da República referiu que para além da legislação, já produzida ou a produzir, a educação na saúde dos jovens têm uma relevância particular.
Por outro lado, o Presidente considerou que todos têm direito de escolher o seu estilo de vida e os seus comportamentos desde que essa liberdade não colida com a liberdade dos outros.
«Numa sociedade evoluída todos devem conhecer os riscos que decorrem de determinados estilos de vida e comportamentos como a investigação científica tem mostrado», referiu.
Segundo o Chefe de Estado, existe informação e como tal a liberdade implica também responsabilidade.
Para Cavaco Silva, os cidadãos não podem querer ser autónomos na escolha de hábitos e esperar que o estado e os médicos consigam curar doenças que poderiam ser evitadas.
O Presidente da República disse ainda que está atento aos esforços dos cientistas portugueses e observou que foi com este propósito que lançou a iniciativa dos roteiros da ciência.
De acordo com Cavaco Silva, a medicina portuguesa tem uma qualidade que a coloca ao nível dos mais elevados padrões internacionais contudo o chefe de Estado defende que «importa incentivar a investigação em Ciências da Saúde e estimular a cooperação com instituições estrangeira caracterizadas pela excelência».
Disse ainda ter a esperança que sua presença no congresso representasse um incentivo para que todos os dias governo, autarquias, empresas e as pessoas fizessem mais por um Portugal saudável.
«Como cidadãos temos os direito de eleger políticas públicas saudáveis. Além de medidas de protecção no local de trabalho e de um planeamento urbanístico mais salutar destaca-se a necessidade de instruir e educar para a saúde», disse.
Segundo Cavaco Silva, o estado deve capacitar os cidadãos para fazerem opções saudáveis.
O Presidente da República defendeu ainda o combate ao tabagismo para diminuir o risco de morte por doença cardiovascular e refere que as políticas que conduzam a uma redução do consumo do tabaco representam, por um lado, uma obrigação cívica de exigência, respeito e protecção dos não fumadores e, por outro, uma oportunidade de criar condições para uma escolha responsável.
Fonte: Diário Digital
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