Calor em excesso escaldou pêra

A pêra rocha do Oeste está a sofrer uma quebra de 20 a 40 por cento nesta colheita, devido aos efeitos negativos causados pela seca e pelo calor em excesso no início do mês.

Após um ano a confrontarem-se com dificuldades no escoamento da produção, com a consequente quebra nos preços, os produtores de pêra rocha da região Oeste deparam-se agora com dificuldades financeiras acrescidas, mercê de um ano com condições climáticas muito desfavoráveis, devido à extrema seca no período invernal – que impediu a conveniente acumulação de reservas hídricas – e o calor excessivo registado no início do mês, que provocou um grave ‘escaldão’ nos frutos e a consequente quebra de produção.

De acordo com a Associação de Produtores Agrícolas da Sobrena (APAS), com sede no concelho do Cadaval, a seca assolou a região de forma severa e terá comprometido a produção de pêra rocha que se esperava para este ano.

“Com baixos quantitativos de água nos sistemas particulares de rega e com o empobrecimento das reservas de água no solo, o desenvolvimento da pêra ficou muito condicionado, atingindo-se calibres inferiores aos dos anos anteriores”, aponta a APAS.

A associação refere que “na primeira semana de Agosto os termómetros registaram na região Oeste valores acima dos 40 graus, temperatura que agravou os baixos índices de qualidade do fruto, havendo quebras de produção de 20 por cento e em alguns dos casos o decréscimo está a atingir os 40 por cento”.

A APAS sustenta que o sector da fruticultura no Oeste é “competitivo e está organizado”, pois nos últimos anos foram implantados novos pomares de pêra rocha e criadas novas centrais fruteiras.

Fonte: Correio da Manhã

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