Calibre do kiwi da Bairrada excede as expectativas

O kiwi produzido na Bairrada, apesar das previsões apontarem para uma produção normal em quantidade e qualidade, deverá, este ano, “exceder as expectativas no que se refere a calibres, uma vez que as chuvas do Verão deram uma ajuda preciosa no crescimento do fruto”, afirmou, ao JN, Fernando Pinhal, presidente da Kiwicoop – a maior cooperativa de kiwis de Portugal

Segundo este responsável, a produção esperada situa-se nas 4500 toneladas, tendo a colheita começado este mês. “A ausência de geadas precoces permite colher o fruto durante o mês de Novembro, beneficiando assim a qualidade do kiwi que é colhido num estado óptimo de maturação”, explica Fernando Pinhal.

Recorde-se que a Bairrada é o maior produtor nacional de Kiwi, contribuindo com 5000 toneladas para as 12 mil produzidas em Portugal. É um fruto rentável que tem atraído dezenas de pessoas para o cultivo. A Kiwicoop continua, segundo Pinhal, “a liderar o mercado português do kiwi em todas as suas vertentes, através de 200 associados”, detendo a maior quota do mercado nacional.

Para superar as dificuldades da falta do kiwi da Bairrada, a kiwicoop tem produtores distribuídos fora da Bairrada, desde o norte de Aveiro ao Mondego.

Fernando Pinhal explica ainda que a produção do kiwi tem aumentado, uma vez que a área duplicou desde 2000, assim como também aumentou a produtividade média por hectare. Entre 2004 e 2005 os preços caíram mais de 30%, com graves consequências para os kiwicultores. Em 2006, verificou-se uma pequena melhoria.

Carlos Simões é kiwicultor, em Malhapão, Oliveira do Bairro, há 18 anos. Admite que a cultura do kiwi é rentável, no entanto, é necessário trabalhar com bastante exigência, mantendo uma produção média de 30 toneladas por hectare.

Da mesma opinião comunga Manuel Mota, kiwicultor, em Samel, Anadia, que afirma ter incentivado muitos amigos a arrancar a vinha para plantar kiwis. “Ganhei muito dinheiro nos últimos anos”, revela.

Em Montemor-o-Velho também é possível cultivar o kiwi, Luís Correia é um jovem empresário agrícola que, há sete anos, decidiu deixar um cargo de economista numa financeira e investir na kiwicultura. Sente-se realizado e diz que a sua aposta, a dez anos, está praticamente ganha. “Tenho 14 hectares que adquiri e dentro de três anos terei uma situação financeira desafogada”.

Fonte: Jornal de Notícias

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