Apesar de ser relativamente novo no Ocidente, o café já era conhecido no Oriente em 800 A.C. – algumas lendas árabes falam de uma misteriosa bebida amarga e escura com poderes estimulantes. A planta do café tem origem na região de Kaffa, Abissínia (actual Etiópia), de onde se espalhou para o Yemen, Arábia e Egipto.
Só em finais do século XVI, o café começou a ser vendido na Europa, proveniente dos portos de Alexandria e Smyrna. Mais tarde, houve a necessidade de produzir café noutros países, pelo que os países colonizadores começaram a explorar zonas tropicais, tendo o café começado a ser produzido no Brasil, em 1727, sendo hoje um dos principais recursos deste país.
O consumo de café em locais públicos, nas cafetarias, teve início em Meca, nas
Kaveh Kanes. Como a religião muçulmana proibia o consumo de bebidas alcoólicas, estas eram casas onde se podia passar a tarde a conversar, ouvir música e provar café.
Ainda hoje, as cafetarias são locais onde as pessoas se juntam para discutir assuntos importantes ou passar o tempo, tendo o hábito do café sobrevivido ao longo de séculos.
Actualmente, existe uma tendência para o surgimento de lojas especializadas, os chamados quiosques de café, muitos associados ao fenómeno dos centros comerciais, em que se centraliza o consumo de café colocando um quiosque ao meio, na praça de alimentação.
Em Portugal, bebem-se 2,2 cafés por dia, per capita. Mais de metade da população (67 %) consome café. A maioria do café é consumida no restaurante ou bar, apenas 22 por cento do consumo é feito em casa, percentagem que tende a aumentar.
As três principais marcas a operar neste mercado são a Delta, a Nestlé (com as insígnias Christina, Buondi, Sical e Tofa) e a Nutricafés (Nicola e Chave d’Ouro).
O mercado global de café, em Portugal, representa cerca de 28,5 mil toneladas por ano, sendo possível que se registe um ligeiro decréscimo no ano de 2005, nos cafés torrados.
Fonte: Portal Alimentar
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