Caça vale mais do que orçamento da primeira Liga de Futebol

O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Ascenso Simões, chamou ontem à atenção para o facto de a caça em Portugal valer anualmente 340 milhões de euros, uma verba superior ao orçamento da primeira Liga de Futebol.

«Estes números impressionantes não têm é o impacto público que têm os do futebol, mas convém sublinhar que a caça é um elemento central na nossa sustentabilidade ambiental e tem que continuar a sê-lo no futuro», declarou.

De acordo com Ascenso Simões, os dados apurados e que demonstram que o sector da caça é uma actividade que rende 340 milhões de euros por ano são dados «conservadores», uma vez que os valores relacionados com as zonas de caça turística «não estão ainda integrados».

Ascenso Simões, que hoje presidiu, em Portalegre, à instalação da Comissão Distrital de Defesa da Floresta, lançou estes números para demonstrar a importância que o sector florestal, nas mais diversas componentes que o compõem, possui no país.

A floresta representa 3,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e assegura 260.000 postos de trabalho directos, lembrou.

O sector é ainda responsável por 12 por cento do PIB industrial e 11 por cento das exportações.

Segundo Ascenso Simões, até 2013 o sector receberá um total de apoios públicos de 468 milhões de euros, existindo ainda 31 milhões de euros para aplicar em 2009 e 2010 ao abrigo do Fundo Florestal Permanente e 20,3 milhões de euros para formação.

Na sua passagem por Portalegre, o secretário de Estado das Florestas realçou ainda o trabalho que o Governo está a desenvolver na prevenção dos incêndios florestais e recordou os anos «negros» que o distrito de Portalegre viveu quando foi fortemente fustigado pelos incêndios.

«Nos últimos anos (2003 e 2005), o distrito de Portalegre foi uma região que teve um lugar de destaque nos telejornais e esse lugar não é um bom lugar. Por isso, estamos a olhar para a floresta de uma forma diferente para tentar resolver os seus problemas», disse.

Fonte: Confagri

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