A ministra do Ambiente, Agricultura e Pescas de Cabo Verde defendeu ontem, na abertura de um seminário internacional sobre gestão durável dos solos, que a comunidade internacional deve ser mais activa no apoio aos pequenos países insulares.
Na sessão de abertura do seminário organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Fundo Mundial para o Ambiente(FMA), Madalena Neves reclamou mais apoio da comunidade internacional nesta área por serem ainda significativas as limitações materiais e tecnológicas dos pequenos estados insulares.
O FMA tem em curso um programa operacional que visa o desenvolvimento durável dos pequenos estados insulares em desenvolvimento com ênfase na gestão dos solos e no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre a Luta contra a Desertificação.
A governante cabo-verdiana pediu ainda uma atenção especial da comunidade internacional, porque os pequenos estados insulares em desenvolvimento, onde se integra Cabo Verde, têm “consciência do esforço exigido e da necessidade de trabalhar para lhe corresponder”.
“Mas isso só é possível com o apoio eficaz dos países mais desenvolvidos e das organizações internacionais”, disse a ministra, salientando que esse é um apoio directo ao desenvolvimento e à luta contra a pobreza, “porque a degradação dos solos tem repercussões na actividade económica destes estados, nomeadamente nas áreas do turismo, da agricultura e da pesca”.
Ainda na abertura do seminário, a representante do PNUD em Cabo Verde, Patrícia de Mowbray, em jeito de resposta a Madalena Neves, sublinhou que a comunidade internacional está consciente do quanto é importante a questão da gestão durável dos recursos naturais, nomeadamente para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), com o combate à pobreza rural na primeira linha.
Patrícia de Mowbray afirmou-se ainda consciente do problema da degradação dos solos no arquipélago de Cabo Verde e com o forte impacte que essa degradação tem para a população e a forma como pode afectar o futuro do país.
O encontro reúne representantes de Cabo Verde, Comores, Guiné- Bissau, Guiné Equatorial, Haiti, Maurícias, Santa Lúcia, Seychelles e Vanuatu.
Fonte: Lusa
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