Cabeceiras: Posto Cinegético solta mil perdizes e 300 coelhos por ano nos montes

O Posto de Fomento Cinegético de Cabeceiras de Basto vai soltar mil perdizes e 300 coelhos por ano nos montes do concelho e da região, disse hoje o Presidente do Município.

Segundo Joaquim Barreto, “a criação das duas espécies animais contribuirá para o incremento da caça na região, e, em consequência, para o aumento do turismo rural e de habitação”.

O autarca socialista falava aos jornalistas no final da visita ao concelho do Ministro da Agricultura, Jaime Silva, durante a qual presidiu à assinatura de um protocolo entre a Direcção-Geral dos Recursos Florestais e a Câmara Municipal, para a partilha de gestão do Posto Cinegético de Moinhos de Rei.

O governante inaugurou também as obras de remodelação da Associação Mútua de Basto, e contactou com o trabalho que está a ser feito, no domínio da prevenção de fogos florestais, pelo Município.

Joaquim Barreto adiantou que “a produção do Posto será aumentada nos próximos anos, de modo a que a caça seja abundante em toda a região de Basto, atraindo cada vez mais caçadores”.

Segundo disse, o acordo entre a Câmara e a Direcção de Recursos Florestais prevê que a gestão do Posto lhe seja entregue, ficando o Estado com o apoio técnico e o pagamento aos dois funcionários já existentes.

Referindo-se ao trabalho desenvolvido pela Associação Mútua de Basto, frisou que ele se baseia “numa política de autonomia, sem subsídiodependência, já que, através da actividade seguradora, vai buscar dinheiro a outros sectores da economia, mais ricos, para o aplicar na agricultura”.

A Mútua de Basto nasceu há 18 anos e tem hoje 8.500 sócios dos concelhos de Cabeceiras, Celorico, Mondim e Ribeira de Pena, e de algumas franjas de outros municípios, como o de Montalegre.

Actua nas áreas da sanidade animal, do apoio à produção do Cabrito das Terras Altas do Minho e dos seguros.

No final da visita, o ministro elogiou a Associação e o Município, salientando que “o Governo vai ajudar, preferencialmente, no futuro, as associações que actuam próximo dos produtores, facilitando-lhes, por exemplo, um melhor acesso à informação”.

“Por exemplo, neste momento, nota-se que há alguma falta de informação no sector sobre as políticas do Governo e, em particular, sobre as chamadas medidas agro-ambientais”, declarou, numa alusão à contestação que tem agitado alguns sectores da agricultura portuguesa.

Fonte: Agroportal

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