O Brasil deverá ultrapassar a Nova Zelândia e assumir a liderança mundial na exportação de produtos lácteos, a partir de 2013. A mudança de posição será resultado do aumento da produção interna, nomeadamente a partir do crescimento da produtividade do efectivo leiteiro, salientou o presidente da Parmalat no Brasil, Marcus Elias.
“As nossas vacas produzem cerca de três litros de leite por dia, bem abaixo da média das vacas dos Estados Unidos ou Europa, que produzem entre 25 a 30 litros por dia”, afirmou. “Estamos a substituir cinco vacas de baixa produtividade por uma vaca de alta produtividade”, salientou o executivo, em entrevista ao jornal Gazeta Mercantil.
Actualmente, o Brasil é o sétimo produtor mundial de leite, com uma produção de 26,4 mil milhões de litros, no ano passado, enquanto a Nova Zelândia, maior exportadora, produziu 14 mil milhões de litros.
O executivo da subsidiária brasileira da Parlamat avançou igualmente que, em cinco anos, 300.000 vacas mais produtivas substituirão 1,5 milhões de vacas menos produtivas. A subsidiária brasileira da Parmalat controla 15 fábricas, em diferentes regiões do país, o que representa cerca de 13 por cento do mercado interno de leite e derivados.
O Brasil, segundo maior produtor mundial de etanol, atrás dos Estados Unidos, está no centro de uma polémica internacional sobre a possibilidade de os biocombustíveis competirem com a produção de alimentos. O Governo nega que o aumento da produção de combustíveis limpos, nomeadamente a partir da cana-de-açúcar, represente uma diminuição da oferta de alimentos. A mais recente projecção indica que a produção agrícola brasileira aumentará 6,8 por cento este ano, quando comparada com 2007, para 140,77 milhões de toneladas, o maior valor de sempre.
Fonte: Anil
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal