O presidente brasileiro enviou esta semana mensagens aos líderes europeus, entre os quais ao primeiro- ministro português, para que a proposta da União Europeia sobre o dossier agrícola “represente um verdadeiro impulso nas negociações”, anunciou hoje o Itamaraty.
“O êxito da Conferência Ministerial de Hong Kong e da própria Ronda de Doha depende do esforço que os nossos parceiros comunitários possam fazer nesse sector de comércio vital para os países em desenvolvimento”, afirmou Lula da Silva.
Segundo o presidente brasileiro, a reunião do Hong Kong, entre 13 e 18 de Dezembro, só terá sucesso “se for contemplada uma redução significativa nas tarifas e barreiras não tarifárias, além do acordado na Ronda do Uruguai”.
Nas mensagens enviadas a José Sócrates, aos presidentes da França Jacques Chirac, da Itália, Carlo Azeglio Ciampi e ao chefe de Governo da Espanha, José Luis Zapatero, Lula da Silva mencionou a proposta norte-americana sobre a redução de subsídios domésticos para a agricultura, apresentada este mês.
O governo brasileiro considerou que a proposta, embora não atenda plenamente às expectativas do Brasil de uma “redução substancial” nos subsídios praticados, foi um passo importante “que animou o G-20 [grupo de países em desenvolvimento]” a apresentar “propostas ambiciosas”.
De acordo com o Itamaraty, o G-20 propõe, essencialmente, que tanto os países desenvolvidos como os em desenvolvimento dêem um passo além do que fizeram na ronda anterior em termos de abertura de mercado.
“O Brasil e o G-20 estão dispostos, conforme demonstrado em nossas propostas, a fazer a sua parte se houver equilíbrio e proporcionalidade também dos principais parceiros”, diz o comunicado do Itamaraty.
Lula da Silva também enviou uma mensagem, no dia 25 de Outubro, ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, sobre as questões de Doha.
A União Europeia divulgou hoje, em Bruxelas, uma proposta para que haja avanços na Ronda de Doha.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, fará uma conferência de imprensa ainda hoje para falar sobre a proposta europeia.
Fonte: Agroportal
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