O ministro de Recursos Naturais guineense, Aristides Ocante da Silva, afirmou hoje que Guiné-Bissau está interessado em cooperar com o Brasil na área de biocombustíveis, nomeadamente o etanol, produzido a partir da cana-de-açúcar.
Segundo o ministro, a África Ocidental dispõe de terras e condições climáticas favoráveis ao plantio de cana-de-açúcar e à produção de etanol.
“Para nós, seria fazer face ao problema económico provocado pelo preço do petróleo e ajudaria no combate à pobreza”, assinalou Ocante da Silva.
O ministro guineense disse também que esta é “uma oportunidade para o Brasil abrir uma porta da África Ocidental”.
Juntamente com representantes do Senegal e de Benin, Ocante da Silva veio conhecer a experiência brasileira na produção de etanol.
As delegações africanas foram recebidas hoje pelo ministro brasileiro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues.
De acordo com o ministro, a formalização de um protocolo de cooperação com estes países na área do etanol “ocorrerá no prazo mais curto possível”.
A intenção dos países africanos é estabelecer programas nacionais de etanol com o apoio de organismos internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O ministro Roberto Rodrigues disse às delegações africanas que embora o Brasil tenha o domínio na produção de etanol, o importante é que outros países também entrem no mercado do biocombustível.
“Queremos transformar o etanol numa matéria-prima comercial, e com a entrada de outros países pode haver uma regulamentação neste sentido”, referiu.
O governo brasileiro defende a criação de uma Associação de Países Produtores de Etanol, com padrões baseados em normas internacionais.
Segundo o ministro brasileiro da Agricultura, essa associação poderia receber recursos dos países ricos na questão dos certificados ambientais.
O Brasil produz por ano cerca de 13 mil milhões de litros de etanol, considerado pelos especialistas um excelente combustível e cujo uso implica na redução de poluentes e de gases de efeito estufa.
Fonte: Agroportal
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