Brasil: Brasília admite que tem de “recuperar” a confiança da UE na sua carne

O ministro brasileiro da Agricultura, Reinhold Stephanes, admitiu ontem que o país tem de “recuperar a confiança” da União Europeia (UE) na sua carne bovina, depois da recente suspensão temporária das exportações para esse mercado.

“É necessário destacar que, se assumimos as regras, temos de cumpri-las e se houver dificuldades, negociá-las”, disse Stephanes numa conferência de imprensa em Brasília, na presença do director de Saúde e Bem-estar animal da UE, Bernard Van Goethem.

A UE, que suspendeu durante três semanas as importações de carne brasileira por motivos sanitários, “é um mercado especial e exigente” que deve ser “cuidado” pelos produtores do Brasil, declarou o ministro.

No final de Fevereiro, e após várias semanas suspensas, a UE retomou as importações de carne de bovino do Brasil mas só para 95 fazendas que cumprem, comprovadamente, as condições sanitárias exigidas pelo mercado comunitário.

Van Goethem chefia uma missão técnica da UE que, durante una semana, verificará as condições do gado brasileiro, centrada nos sistemas de rastreio e controlo das reses e nas medidas que foram adoptadas para impedir surtos de febre aftosa.

O funcionário europeu reconheceu “os esforços” que o Brasil fez para adoptar as suas exportações às exigentes condições da UE e disse que a lista das fazendas autorizadas a operar no mercado comunitário pode ser alargada no futuro.

“Creio que os veterinários (do Brasil e da UE) conseguiram entender-se e estão a trabalhar juntos de uma forma muito positiva”, salientou Van Goethem.

O Brasil é o primeiro exportador de carne de vaca do mundo e era, até Fevereiro, o primeiro fornecedor à UE, com 65,9 por cento do volume das importações e 56,5 por cento do valor total dos envios para o mercado comunitário.

Fonte: Agroportal

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