Biotecnologia: Estudo diz que Portugal precisa de reforçar “lobby” em Bruxelas

Portugal precisa de um “forte” reforço do seu “lobby” junto da Comissão Europeia para estimular projectos de investigação e desenvolvimento, que devem ter maior envolvimento de privados, defende um estudo da associação empresarial Cotec Portugal.

O estudo Biotecnologia e Inovação na Indústria Portuguesa, que será divulgado hoje, recomenda que “o esforço de lobbying parta sobretudo de uma coordenação entre as empresas de cada sector”, podendo ser “centralizado numa entidade de funcionamento autónomo”.

Esta entidade de carácter transversal aos vários sectores económicos, sugere o estudo da Cotec, juntaria grupos económicos ou associações industriais e investigadores, além de representantes do Governo ou agências governamentais.

Em paralelo, adianta, deverá ser criado um mecanismo que “promova e execute a procura de soluções e oportunidades tecnológicas, em particular biotecnológicas, para empresas baseadas em Portugal”.

“Este mecanismo, que idealmente nascerá da congregação de interesses e recursos privados, deverá partir das necessidades das empresas que a ele recorrerão, para a partir daí procurar soluções, sobretudo dentro da academia”, afirmam a associação.

O estudo da Cotec analisa o potencial da biotecnologia na inovação e competitividade da economia, em particular nos sectores alimentar, energético, ambiental, têxtil e florestal.

Em relação ao Ambiente e Energia, os autores do estudo sugerem maior rapidez na adopção e implementação de legislação que, “exigindo o cumprimento de normas de segurança, higiene, ambiente, qualidade ou outras sirva de força motriz ao desenvolvimento de novas tecnologias”.

A associação para a inovação tecnológica defende ainda melhorias no processo de avaliação de projectos de investigação e desenvolvimento, bem como a implementação de um sistema permanente de monitorização e acompanhamento dos resultados dos projectos.

Os agentes devem ainda promover a identificação de “temas ou desafios de particular relevo económico”, que se reflictam nas políticas de investigação e desenvolvimento, e levem à criação de redes transdisciplinares, suportadas por investimento público e privado.

A Cotec salienta que as recomendações só fazem sentido a avançarem melhorias no “sistema científico e económico”, nomeadamente a reforma dos laboratórios do Estado, revisão das regras de progressão na carreira de docente universitário e investigador, continuidade dos programas de financiamento de investigação e desenvolvimento e benefícios fiscais para investidores em inovação.

Fonte: Agroportal

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