Os belgas têm assistido ao aumento inédito de preços da batata que implicou o encarecimento, nas tradicionais barracas espalhadas por todo o país, da batata-frita que a par dos mexilhões, é uma imagem de marca gastronómica nacional.
Um Verão em que o mês de Julho foi anormalmente quente e o Agosto frio e a grande procura do mercado chinês, o principal importador da batata europeia, traçaram o destino: num ano, o preço da batata duplicou, tendo-se reflectido no dos produtos transformados, com as “frites” na cabeça da lista.
Desde o início deste ano que a bolsa belga de batata Belgapom regista semanalmente a mesma cotação: 299,45 euros a tonelada de bintje – a variedade mais cultivada no país (60 por cento da produção).
Em 2006, a Belgapom cotava a tonelada de batata em 150 euros.
Em 2003, ano em que houve uma superprodução de batata, a tonelada de tubérculo valia quase dez vezes menos do que hoje – 31 euros/tonelada.
Para já, a oferta é inferior à procura impedindo assim uma baixa nos preços, mas os produtores confiam que este ano a meteorologia seja mais favorável ao cultivo.
“É ainda cedo para dizer, plantamos as batatas em Março e pode sempre haver geada em Abril. Uma coisa é certa, se houver muita batata no mercado, o preço baixa”, segundo um produtor citado pela imprensa belga.
Certo é que, segundo a AFP, o preço não pára de subir na Europa: em Hanôver, Alemanha, a tonelada de batata para entrega em Abril irá valer 361 euros.
Um mês de Julho invulgarmente quente, seguido de golpe de frio em Agosto comprometeu as colheitas nos principais países produtores europeus – França, Alemanha, Bélgica, Holanda e Reino Unido.
Globalmente, a União Europeia dos 25 (sem dados sobre a Roménia e Bulgária, que aderiram em Janeiro último) produziu em 2005- 2006 60,5 milhões de toneladas de batatas, uma quebra de oito por cento em relação a 2004-2005, e a menor quantidade registada nos últimos cinco anos.
Em 2005, a nível mundial (150 países), as batatas – a quarta cultura depois do arroz, trigo e milho – atingiu as 322 milhões de toneladas, 74 milhões das quais na China, o principal produtor e também o maior importador – 70 por cento dos produtos transformados consumidos (batatas fritas congeladas e “chips”) vêm de fora.
Fonte: Agroportal
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