Mais de 250 mil agricultores podem desde ontem, e de forma gradual, começar a efectuar candidaturas via Internet para obter ajudas ao rendimento junto dos postos de atendimento criados nas associações a que pertencem.
Os associados da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) são os primeiros do país a dispor de 330 postos de atendimento, designados de balcões verdes, equipados com 525 terminais para atender os agricultores. Além destes postos, o Ministério da Agricultura estima que venham a ser criados no país um total de mil locais de atendimento aos agricultores.
Para o ministro da Agricultura, Jaime Silva, esta foi a forma criada para serem ultrapassadas as dificuldades sentidas pelos agricultores de mais idade que assim se poderão dirigir às suas associações dotadas de técnicos que os auxiliam no preenchimento da candidatura.
“Quando o Governo decidiu avançar para as candidaturas on-line tinha a consciência que temos vários tipos de agricultores, o empresário e a maioria dos agricultores que não está familiarizado com a banda larga”, afirmou ontem o ministro da Agricultura rejeitando a dificuldade do sistema.
“O objectivo é tornar mais transparente e mais fácil para o agricultor que, dirigindo-se à sua associação pode apresentar a candidatura na hora, fazer as correcções na hora e depois o organismo pagador mais facilmente poderá transferir o pagamento da respectiva ajuda”, explicou.
O ministro da Agricultura falava aos jornalistas na Azambuja, onde assistiu ao lançamento simbólico da primeira candidatura de um jovem agricultor via Internet.
As candidaturas estarão abertas até Junho e destinam-se a agricultores que possam beneficiar de verbas do regime de pagamento único para a campanha 2007/2008 e que abrange entre outras as culturas arvenses, beterraba sacarina, bovinos, ovinos e caprinos.
Jaime Silva adiantou ainda que, com este sistema, os pagamentos serão efectuados mais cedo, e o agricultor deixa de ter que aguardar para saber se a sua candidatura necessita de correcções já que o sistema o informa no momento do preenchimento no computador.
Para o secretário-geral da Confagri, Francisco Silva, “o sistema não vai lançar a confusão porque, apesar da maioria dos agricultores não dominar a informática, têm nas suas organizações técnicos preparados para responder às solicitações”.
Fonte: Confragi
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