A produção de tomate no perímetro de rega do Roxo, no distrito de Beja, regista este ano uma forte quebra, fruto da inexistência de água para regar esta cultura. Silvino Espada, presidente da Associação de Beneficiários do Roxo, disse ao CM que este ano a colheita se saldará por cerca de 50% de um ano normal, que em geral ronda os 30 milhões de quilos.
Entre 40 a 50 agricultores vivem da cultura do tomate no perímetro do Roxo.
Alguns conseguiram cultivar no perímetro de rega de Odivelas, outros lançaram ‘mão à obra’ com água de particulares mas, estes últimos, “se tivessem ficado parados teria sido melhor”, afirma.
Muitos deles atravessam momentos difíceis e, como salientou o nosso interlocutor, também na Tomsil, fábrica de transformação de tomate para onde vai a produção desta área, a falta de matéria-prima pode colocar em causa mercados e postos de trabalho.
Com 23 trabalhadores fixos a que acrescem mais 70 nesta época do ano, a Tomsil necessita de um mínimo de laboração para garantir os postos de trabalho, e isso está em risco.
Além da quantidade deficitária para as encomendas, também a qualidade do produto está em risco.
Fonte: Correio da Manhã
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