A região demarcada da Bairrada deverá produzir, nesta vindima, cerca de 350 mil hectares de vinho. A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) estima um decréscimo produtivo de 15 por cento compensado pela qualidade.
As uvas brancas já foram vindimadas e a qualidade já foi confirmada, por isso os técnicos contam já com vinhos «interessantes», também a nível de tintos. Espera-se acidez baixa, ao gosto do consumidor, com grau de teor alcoólico na ordem dos 11 a 13 por cento.
Quanto a castas, de acordo com o Jornal de Notícias, a baga continua a ser a grande aposta nesta região, mas a legislação já permite, desde 2003, a utilização de outras castas, consideradas mais modernas. A proposta partiu da CVB e foi aprovada pelo Governo, passando a admitir-se castas como o cabernet, o merlot ou o pinot noir.
A Bairrada conta, por isso, actualmente, «com novas e diversificadas propostas», afirmou José Corte-Real, da CVB. Mesmo assim, a baga continuou a ser a mais utilizada, tendo-se constituído mesmo uma nova categoria de vinhos que continuam a ser obrigados a conter, pelo menos, 50 por cento de baga: os vinhos Bairrada Clássico.
Estes vinhos ainda não estão no mercado por precisarem de um estágio mínimo de três anos, mas no próximo ano já deverão aparecer.
Fonte: Jornal de Notícias
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