Azeite: Produtores consideram “fantástica” aceitação marca de produto português

Os produtores de azeite aguardam há oito anos pelo registo, no Brasil, da marca que identifica o azeite português para acabar com sucessivas utilizações abusivas, pelo que a sua aceitação é “fantástica”, disse hoje fonte da Casa do Azeite.

Mariana Matos, secretária-geral da Associação do Azeite de Portugal, reagia, em declarações à agência Lusa, à informação de que a questão ficou definitivamente resolvida na reunião que o ministro da Economia, Manuel Pinho, manteve terça-feira com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Luiz Fernandes Furlan.

Manuel Pinho integra a comitiva do primeiro-ministro José Sócrates, que efectua esta semana uma visita oficial ao Brasil.

Afirmando não ter ainda qualquer informação oficial sobre essa decisão, Mariana Matos disse ter “imensa esperança” de que a questão, que se arrasta desde 1998, apesar de numerosos contactos e negociações, seja finalmente ultrapassada.

Segundo disse, a marca que identifica e certifica o azeite português foi registada no Brasil nos anos 30, mas não foi renovada e caiu.

Com o aparecimento de problemas, como a colocação da marca em azeites que não têm origem em Portugal ou que tendo são adulterados (com misturas), os produtores portugueses, através da sua associação, têm procurado repor o registo da marca para actuarem em casos de utilização abusiva, até aqui sem sucesso.

O registo da marca (um selo aposto nas garrafas de azeite português) teria “um impacto grande na comercialização (no Brasil) e na defesa da qualidade”, disse Mariana Matos.

O azeite representa um quarto das exportações portuguesas, em valor, para o Brasil, detendo uma quota de 46 por cento do mercado, segundo dados da associação.

Das 17.500 toneladas de azeite exportadas em 2005 por Portugal, 63 por cento, ou seja, 11.000 toneladas, tiveram como destino o Brasil, um mercado “com grande potencial de crescimento”, afirmou.

As exportações têm um peso de 30 por cento no volume de negócios do sector.

Portugal é o primeiro fornecedor de azeite para o Brasil, seguido da Espanha, Argentina e Itália.

Fonte: Agroportal

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