Azeite: Produção de azeitona cai 30 por cento em Trás-os-Montes

A produção de azeitona para azeite na região transmontana deverá cair 30 por cento nesta campanha devido à falta de água que se fez sentir em 2005, disse hoje fonte da direcção regional de agricultura.

A produção de azeitona para azeite na área de intervenção na DRATM foi, no período de 2000-2004, de 78.260 toneladas.

Segundo a fonte, para a campanha de 2005, que ainda está a decorrer, a DRATM prevê uma diminuição de produção de azeitona na ordem dos 30 por cento comparativamente a 2004.

No entanto, a fonte salientou que a qualidade do azeite produzido deverá ser aproximada à do ano anterior.

Cerca de 75 hectares da região transmontana estão ocupados por olival, tendo, nestes últimos quatro anos, a produtividade média sido de 1.042 quilos por hectare.

Embora espere também uma “diminuição” na produção de azeitona para esta campanha, a Cooperativa de Olivicultores de Murça prevê que a produção deverá rondar os 1.5 milhões de quilogramas de azeitona.

“Esperamos, no entanto, uma qualidade tão boa ou melhor do que a do ano passado porque, devido à falta de chuva, o azeite tem um grau de acidez mais baixo”, afirmou Alfredo Meireles, presidente da direcção desta cooperativa.

O responsável salientou ainda a “enorme procura” do azeite de Murça, o que levou a que a cooperativa já esteja a vender azeite desta campanha, a decorrer desde o início de meados de Dezembro até final de Janeiro.

Cerca de 80 por cento da produção de azeite de Murça é vendido no mercado interno, sendo Macau o principal destino de exportação.

A remodelação do sector olivícola que se verificou em Portugal na última década levou ao encerramento, só na região transmontana, de 131 lagares de azeite entre 1994 e 2004.

Segundo dados da DRATM, em 2004 estavam em laboração em Trás-os-Montes 243 lagares e em 2004 funcionaram apenas 114, tendo muitas destas unidades encerrado devido às exigências da União Europeia relativamente ao licenciamento.

No entanto, a capacidade instalada na região não sofreu alterações significativas, uma vez que estas unidades deram lugar a outras, de maior dimensão, com novas tecnologias, melhores condições estruturais, adaptando-se às exigências da legislação em vigor para o sector, nomeadamente em termos ambientais.

Fonte: Agroportal

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