O nosso país “tem de apanhar o comboio do azeite, produto que será moda internacional dentro de quatro anos.” A afirmação foi feita ao Correio da Manhã por Francisco César Pinto de Almeida Lino, chanceler da Confraria do Azeite e um dos organizadores da I Feira Nacional do Azeite, que decorre no Fundão de 12 a 15 deste mês.
Segundo o especialista Pinto de Almeida Lino, “os benefícios do azeite são tais, que vai ser muito utilizado em cosmética.” Aliás, “grandes empresas como a Palmolive, Body Shop e L’Oréal estão a olhar para o azeite, que é o melhor protector da pele.”
O chanceler da Confraria do Azeite lembra que o produto da oliveira “é uma gordura natural, excelente para a saúde”, que está a ser cada vez mais consumida a nível mundial. E as cidades de “Nova Iorque, Chicago e Filadélfia proibiram a ingestão de óleos transgénicos e com gorduras excessivas. As mortes causadas por estes óleos são tantas, que as autoridades norte-americanas estão alarmadas.”
As vertentes cosmética e preventiva de acidentes cardiovasculares do azeite são “oportunidades para Portugal não perder o comboio”, na óptica de Pinto de Almeida Lino. Para tal, “temos de aumentar os nossos 350 mil hectares de olival em 50 por cento [para 525 mil hectares].” Desafio é também “aumentarmos a nossa produção anual de azeite de 40 mil toneladas para cerca de 72 mil toneladas nos próximos oito anos. Assim, quase não precisaríamos de importar azeite.”
Fonte: Correio da Manhã
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal