Azeite: Ministro satisfeito por previsível aumento da produção graças a novos olivais

O ministro da Agricultura, António Serrano, congratulou-se com o aumento na produção de azeite previsto para este ano, devido aos novos olivais e maior área de plantio, e vaticinou que, em «2017», Portugal possa ser «auto-suficiente» nesta área.

O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas falava à Lusa a propósito dos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o previsível crescimento da produção de azeite, na actual campanha.

Esta é uma das áreas a que António Serrano dedicou atenção, ao participar num almoço, como convidado, do encontro de profissionais dos sectores olivícola e lagareiro no concelho alentejano de Serpa, em Beja.

A iniciativa decorreu na Herdade de Maria da Guarda, da Casa Agrícola Cortez de Lobão, que tem investido na plantação de olival super intensivo.

Dados preliminares do INE, divulgados pela Lusa no domingo passado, indicam que a produção nacional de azeite deste ano deve aumentar cerca de 10 por cento, face à campanha 2008/2009, atingindo o valor mais elevado dos últimos 15 anos, apesar do inverno chuvoso.

No que respeita a duas das principais zonas olivícolas do país, a quebra de 20 por cento esperada em Trás-os-Montes contrasta com a previsão positiva para o Alentejo, onde se estima um aumento de 45 por cento, graças à entrada em plena produção dos novos olivais intensivos da região.

António Serrano garantiu que os números do INE «estão perfeitamente alinhados com as expectativas» do ministério para esta campanha olivícola e para as dos próximos anos.

“É um resultado esperado. É exactamente o que está planeado pelos serviços”, sublinhou, destacando o “esforço” feito em Portugal, “nos últimos anos”, de “renovação completa dos olivais e aumento da área de plantio”.

Esses novos olivais, com destaque para a região do Alentejo, plantados principalmente «a partir de 2005 e 2006», disse, estão a «dar os primeiros resultados» e, de agora em diante, «cada ano vai ser melhor do que o outro».

«Ainda não recuperámos o que fizemos na década de 60, em que a produção era muito maior, mas esperamos que, até 2017, Portugal possa ser auto-suficiente nesta área», o que irá contribuir para diminuir as importações e, através do azeite, aumentar as exportações nacionais, explicou.

O ministro enalteceu ainda a aposta dos privados no sector, exemplificando que, além dos investimentos concluídos ou em curso, «ainda há projectos em carteira».

Antes de rumar a Serpa, o ministro visitou de manhã a fábrica de uma empresa do senhor hortícola, a Vitacress, em Odemira, acompanhado pelo secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro.

O secretário de Estado, já sem o ministro, entregou de tarde contratos do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), que envolvem um investimento total de quase oito milhões de euros, a seis empresas daquele concelho do Litoral Alentejo.

Fonte: Agroportal

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