A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 124 mil litros de azeite falsificado, no valor de 600 mil euros, destinados à exportação para a Bulgária, Canadá e países africanos, terminando assim a primeira fase das investigações que começaram em finais de Abril.
Foram constituídos arguidos dois distribuidores de azeite que se socorriam do mesmo engarrafador e embalador.
Estiveram envolvidas nesta operação nove brigadas da ASAE, num total de 29 elementos, que realizaram investigações nos distritos de Braga, Porto, Coimbra, Aveiro, Castelo Branco e Faro. Na zona Norte a ASAE contou com a colaboração da GNR.
Além do azeite falsificado foram ainda apreendidas 30 mil caixas de cartão para acondicionamento das garrafas, 28 caixas de rótulos, fotolitos, clichés, carimbos e diversa documentação. Uma brigada suspendeu ontem de manhã, por falta de higiene, a actividade de uma empresa de engarrafamento de azeite.
Segundo o presidente da ASAE, António Nunes, “este tipo de crime – falsificação de azeite – tem uma moldura penal que corresponde a três anos de prisão e multa não inferior a 100 dias, podendo, se for provado o perigo para a saúde pública, atingir os oito anos de prisão”.
A venda do azeite apreendido poderia fornecer 5 milhões de doses individuais a igual número de consumidores.
Satisfeito com o êxito da operação, o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, sublinhou que “é preciso aperfeiçoar os métodos e os meios para continuar o combate às práticas ilícitas”.
Relativamente ao azeite das garrafas, o facto de o conteúdo não corresponder aos rótulos motivou a realização de uma análise para se comprovar a presença de aditivos prejudiciais à saúde pública.
Parte da apreensão foi mostrada aos jornalistas, mas o grosso da mercadoria encontra-se guardado num armazém em Vila do Conde. As investigações continuam.
Fonte: Correio da Manhã
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