O administrador da Associação de Desenvolvimento Regional do Ave (ADRAVE) defendeu hoje que o sector agro-alimentar poderá valorizar a economia do Vale do Ave desde que a aposta esteja centrada na inovação, modernização e na comercialização.
Joaquim Lima sustentou que este sector “tem grandes potencialidades, nomeadamente nos subsectores da produção de vinho, carne porcina, fruta e mel”.
Joaquim Lima falava na Associação de Municípios de Guimarães durante a apresentação de um estudo promovido pela ADRAVE, em parceria com a Oficina da Inovação, no âmbito do projecto Agrointec – Promoção da Tecnologia Agro-Alimentar no Sudoeste Europeu.
O gestor referiu que o Agrointec é “uma alavanca para a criação de novas empresas e postos de trabalho no sector”, sendo, ainda, um impulso para a utilização de tecnologias da informação e da comunicação em pequenas e médias empresas.
Acrescentou que prevê a criação de redes de comercialização de produtos, nomeadamente através de comércio electrónico, e a selecção de projectos empreendedores nas várias regiões, que terão apoio técnico e financeiro na fase de lançamento.
“Um terceiro eixo de acção visa o estabelecimento de uma rede de gestão do conhecimento tecnológico no sector agro-alimentar e a criação de um sistema de difusão de informação”, adiantou Joaquim Lima.
O gestor da ADRAVE referiu-se também às carências do sector e sublinhou que das 140 empresas existentes no Ave, 62 por cento são microempresas onde persiste uma baixa instrução média dos activos, basicamente mão-de-obra local “precocemente saída do sistema educativo”.
à lista de carências soma-se ainda, segundo Joaquim Lima, a de um modelo empresarial baseado num tecido de pequenas e médias empresas familiares, com pouca experiência ao nível da cooperação tecnológica.
Abrangendo todo o Sudoeste Europeu – Portugal, França e Espanha – o projecto Agrointec é apoiado pelo Programa regional INTERREG III, que visa a promoção do uso de tecnologias nos processos de produção e a criação de tecnologias autóctones, bem como o desenvolvimento de um sistema de cooperação e de uma rede de conhecimento.
O projecto, cujos parceiros portugueses são a ADRAVE e a Oficina da Inovação, é dirigido aos sectores da agricultura, pesca, pecuária e indústria agro-alimentar.
Além de Portugal, participam instituições espanholas das regiões da Galiza, Cádiz, Estremadura e Navarra e da região francesa de Hérault, intervindo nos subsectores da indústria agro-alimentar, a produção e transformação de frutas, e a indústria conserveira hortofrutícola.
Fonte: Lusa
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