Ausência de stocks inviabiliza novos exportadores

As 17 mil pipas da Casa do Douro (CD) penhoradas ao BPN respeitam às colheitas adquiridas à lavoura nos anos de 1999, 2000 e 2001, como excedentes, ao preço de 1100 euros a pipa. Nessa altura, já a CD se debatia com sérios problemas económicos e dívidas a outros bancos. O BPN apoiou a instituição, mesmo sem aval do Estado. Agora, um responsável do banco já admitiu que “precisa de agir com rapidez, salvaguardando os seus interesses”.

Por outro lado, tendo em conta que os vinhos do actual stock da CD, constituem a única e exclusiva fonte de abastecimento para os exportadores que comercializam Vinhos do Porto de “Colheita”, o desaparecimento deste inviabiliza o aparecimento de novos exportadores.

O JN tentou ouvir o Governo, mas uma fonte do Ministério da Agricultura esclareceu apenas, que “os Ministérios da Agricultura e Finanças estão a acompanhar e a monitorizar de perto todas as operações que a Casa do Douro efectua”.

Já o ex-secretário de Estado da Agricultura, Bianchi de Aguiar, não acredita que “os comerciantes estejam interessados em desequilibrar o mercado”. No entanto, considera que “os preços avançados, esses sim, é verdade, que são calamitosos”.

Fonte: JN

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