Aumento dos preços juntou mais 50 milhões à lista dos que passam fome

Na passada semana, o Director-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Jacques Diouf, afirmou que o aumento crescente do preço dos produtos alimentares de base juntou mais 50 milhões de pessoas à lista das pessoas que passam fome no mundo.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, calcula que a escalada dos preços pode acentuar a pobreza de mais 100 milhões de pessoas eas organizações de ajuda humanitária estão com falta de dinheiro.

O aumento dos preços obrigou o Programa Alimentar Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) a iniciar uma enorme campanha de recolha de alimentos para combater aquilo que a Directora-executiva Josette Sheeran denominou de «o tsunami silencioso», ou seja, uma crise global que, de uma forma ou de outra, irá afectar todos os países.

No geral, países como o Bangladesh, Etiópia e Haiti, que importam a maioria dos seus alimentos, são os que irão sofrer mais e nos países mais pobres a subida dos preços está a colocar os agricultores em grandes dificuldades, cujas produções são simplesmente demasiado pequenas para colher benefícios.

O desenvolvimento da agricultura nos países em desenvolvimento pode ser uma solução a longo prazo, para que, um dia, mais países se consigam auto-sustentar.

O ano de 2008 foi considerado o Ano Internacional da Batata como parte de um esforço para fomentar a produção do tubérculo a nível mundial, um alimento com um alto teor energético e fácil de cultivar, sendo que os peritos consideram a batata uma boa plantação para a segurança alimentar dado que não são muito comercializadas.

Mas as batatas não são a solução para todo o problema, quando para muitos países, as colheitas que possam matar fome dos seus habitantes, estarem muito distantes.

A subida vertiginosa dos preços «surpreendeu todo o mundo, para ser honesta», refere Nancy Roman, Directora de comunicações e política pública do Programa Alimentar Mundial, sublinhando que foram dos «primeiros a identificar uma subida nos preços dos alimentos como um problema e isso foi no último Verão, antes do assunto estar na primeira página de todos os jornais. Mas não prevíamos que atingisse tais proporções».

O Banco Mundial calcula que 41 países sofreram perdas entre três a 10 por cento no seu produto interno bruto porque foram travados pela escalada do preço dos alimentos e dos combustíveis.

Fonte: Confagri

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