A interprofissão láctea holandesa tornou recentemente públicos os dados correspondentes a 2009, os quais mostram que as entregas de leite aumentaram 1,5 por cento, alcançando 11,5 milhões de toneladas e considerando o balanço entre entradas e saídas de leite do país, as indústrias holandesas dispuseram de 11,7 milhões de toneladas de leite (mais 1,4 por cento) para processar.
A quantidade de leite destinada ao fabrico de leite em pó aumentou consideravelmente, tendo o volume ultrapassado os dois milhões de toneladas, sendo 1,46 milhões dedicados ao fabrico de leite em pó inteiro e 580 mil toneladas ao de leite em pó desnatado, ou seja, mais, respectivamente, 14,9 e 5,6 por cento do que em 2008.
Em contraste com estes incrementos, verificou-se uma diminuição de 1,3 por cento na produção de queijo face a 2008, produção que ascendeu a 710 mil toneladas, bem como se reduziu em 4,1 por cento a produção de manteiga (que chegou a 165,3 mil toneladas) e em 6,5 por cento a produção de leite condensado (atingiu 319,8 mil toneladas).
Por seu lado, a produção de soro em pó, incluindo lactose, cresceu 2,3 por cento para 263,3 mil toneladas, assim como a da nata para 33,7 mil toneladas (mais 6,6 por cento). Por fim a produção de leite líquido caiu 1,8 por cento para 1,249 milhões de toneladas.
Apesar destas cifras, que podem ser consideradas satisfatórias no seu conjunto, o “valor da produção” da Holanda, diminuiu 13 por cento em relação a 2008, alcançando os 5.300 milhões de euros, o que se justifica pela fortíssima quebra dos preços do leite verificada ao longo de 2009, quebra que alargou aos preços dos outros produtos lácteos, como a manteiga, o queijo, o leite condensado ou em pó.
Ainda assim, as exportações cresceram 4 por cento em 2009, devido ao incremento das destinadas a países terceiros (mais 17 por cento), já que as intracomunitárias, que representam, de qualquer modo, 64 por cento do total, caíram dois por cento. Alemanha, Bélgica e França são os destinos de dois terços das exportações dirigidas para países da União Europeia. O crescimento das exportações deve-se, principalmente, à subida dos envios de leite em pó e, em muito menor medida, à dos queijos.
Fonte: Anil
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