ASAE fechou cozinha da Casa do Alentejo

Pavimentos, paredes e tectos degradados, janelas sem redes mosquiteiras, lâmpadas sem protecção e equipamentos em mau estado de conservação. Foram estas as observações que sustentaram o veredicto da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), na última segunda-feira, e que levou à suspensão imediata do funcionamento da cozinha da Casa do Alentejo (CA), na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa. Uma decisão que a direcção lamenta já que “nada estava a pôr em causa a saúde pública” disse ao JN Lourenço Bernardino, director financeiro da instituição.

O responsável reconheceu que as anomalias já eram conhecidas “e que a intervenção na cozinha ia começar em Janeiro”. Isto é, explicou “depois de uma gestão rigorosa que permitiu o pagamento de todas as dívidas da Casa”. “Estava a criar-se uma situação almofada pois os meses de Novembro e de Dezembro são bons em termos financeiros devido aos almoços e jantares de grupos. Isso permitiria avançar com as obras, mas garantir também os salários dos 35 trabalhadores, num total de 34 mil euros”, justificou.

Agora, argumenta o dirigente, “este impasse” poderá pôr em causa o pagamento dos ordenados de Dezembro”.

Também João Proença, presidente da CA, lamentou a decisão da ASAE, salientando que o funcionamento da cozinha da colectividade está condicionado à tipologia de um edifício do século XVII e ao facto de ser um imóvel classificado de interesse público. Em todo o caso, adiantou “as obras na cozinha já começaram e espera-se que estejam concluídas muito em breve”. O dirigente fez, porém, questão de salientar “que no relatório da ASAE não consta nada considerado grave em termos de conservação e de confecção de alimentos”. Por isso, “estamos cientes de que o assunto vai merecer a melhor atenção da ASAE e da Câmara de Lisboa”.

A recuperação da Casa do Alentejo, que se tem arrastado no tempo, implica actualmente um investimento de cerca de um milhão de euros, disse João Proença. “Só o projecto para a cobertura, já aprovado, está orçado em 350 mil euros”, destaca.

E como a instituição não tem verbas para avançar com a grande recuperação de fundo do imóvel, foi criado um movimento que visa sensibilizar a Câmara, as autarquias alentejanas e da Área Metropolitana, fundações e mecenato para a degradação do imóvel. Entretanto, enquanto as obras na cozinha decorrem, a Casa do Alentejo continua a realizar iniciativas.

Fonte: Jornal de Notícias

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