ASAE diz que não há objectivos quantificados

O inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) rejeitou a ideia de uma demissão, exigida pelo CDS/PP, e reafirmou que as alegadas metas traçadas para os inspectores não são objectivos quantificados, mas resultados previsíveis.

O CDS/PP exigiu a demissão do inspector-geral da ASAE na sequência da descoberta de um documento com objectivos quantificados para os inspectores, que o responsável afirma agora ter sido distribuído por engano. António Nunes, por seu lado, disse estar a “desempenhar a função para que foi designado” e que a pretende “levar a bom porto”.

O jornal “Expresso” divulgou um documento elaborado pela Direcção de Planeamento e Controlo da ASAE e enviado às direcções regionais, fixando objectivos de resultados aos seus inspectores para este ano. António Nunes, inspector-geral da ASAE, começou por negar a existência de metas, mas reconhece agora que estão fixadas num documento de trabalho, enquanto “resultados previsíveis”, enviado por engano num ficheiro informático para as direcções regionais.

“Fica provado que há abusos e que o inspector deu ordens por escrito para os inspectores levarem a cabo este ano 410 detenções, 25.420 processos por infracção, 1.230 suspensões de actividade, 1.640 processos-crime e 12 mil contra-ordenações”, afirmou Hélder Amaral, deputado popular, citando o documento da ASAE.

Fonte: Anil

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