O Ministério da Agricultura pediu à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) que avalie o risco do suplemento alimentar Depuralina para perceber se as suspeitas de que terá provocado reacções adversas graves em três pessoas se confirmam ou não. A RTP avançava ontem que mais duas pessoas tinham dado entrada num hospital de Lisboa com sintomas de intoxicação após a ingestão deste produto dietético.
Depois de terem recebido a garantia de que a ASAE iria avaliar o risco, os responsáveis pela empresa que comercializa a Depuralina adiaram a decisão de processar judicialmente as entidades que ordenaram a suspensão do suplemento, na terça-feira. “Vamos aguardar para depois agir em conformidade”, disse o director técnico da distribuidora do suplemento em Portugal, Ricardo Leite, adiantando que da reunião de ontem no Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura (entidade que supervisiona este tipo de produtos) não saiu qualquer esclarecimento sobre os motivos da suspensão, por questões de “sigilo clínico”. “Não sabemos qual das apresentações [há quatro tipos de embalagens] nem tão-pouco que lotes estão em questão”. Antes da reunião, o director técnico do laboratório espanhol que comercializa o produto, Miguel Angel Isidro, admitira em conferência de imprensa, em Lisboa, a possibilidade de recorrer aos tribunais se a situação não for esclarecida com rapidez.
Depois de colocar a informação na rede de alerta rápido do sistema europeu de segurança alimentar, o Ministério da Agricutlura encarregou ainda a ASAE de fiscalizar o cumprimento da ordem de suspensão de venda nas farmácias e ervanárias. O produto foi suspenso após a notificação de três casos de reacções alérgicas agudas e toxicidade do fígado.
155 mil embalagens de Depuralina foram distribuídas por farmácias e ervanárias em Portugal desde o início do ano.
Fonte: Público
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