ASAE apreende 200 cabeças de gado em feira ilegal

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu, na madrugada de ontem, cerca de 200 cabeças de gado e acabou com a venda ilegal de animais na tradicional feira mensal da Barreira, em Condeixa-a-Nova.

Depois de o JN ter denunciado, há um mês, os negócios de venda ilegal de centenas e, por vezes, milhares de animais, sobretudo leitões, porcos, ovelhas, cabras, cabritos e bezerros, realizados a coberto da noite, todos os dias quatro de cada mês, a ASAE interveio ontem de manhã bem cedo neste mercado clandestino e apreendeu todos os animais que se encontravam em carrinhas ou já expostos para venda.

O cenário que o JN encontrou na madrugada de ontem foi bem diferente do que viu no mês passado. Os movimentos registados na madrugada do dia 4 de Setembro foram contínuos com a chegada e saída de viaturas do local carregadas de animais, sobretudo suínos. Ontem, apenas seis pequenos vendedores de gado estavam na feira.

Ao que nos foi dado a perceber no local, muitos dos negociadores teriam conhecimento, não de uma intervenção de ASAE, mas de uma qualquer medida por parte da autarquia, proprietária do terreno e conhecedora da situação. Tanto assim que mesmo outros feirantes, habituais neste mercado, não compareceram.

No primeiro impacto, os vendedores reagiram mal à presença da equipa de 16 investigadores da ASAE, comandada por Margarida Basto, coordenadora regional de Coimbra. Um negociante chegou mesmo a avançar com uma forquilha, mas foi de imediato acalmado pelos homens e mulheres da Autoridade Económica, que pacientemente dialogaram com quem os abordava, dando, inclusive, informações sobre como procederem para poderem vender o gado legalmente, uma vez que a maioria dos presentes eram produtores com explorações legalizadas.

Os cerca de 200 animais apreendidos foram transportados sob a vigilância dos investigadores até ao matadouro mais próximo, outros até às próprias explorações onde os animais irão ficar em quarentena até à vistoria de um veterinário. Os desabafos de quem vinha para comprar resumiram-se ao de dizer que, “assim, acaba o Portugal rural”.

Fonte: Jornal de Notícias

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