ASAE anuncia plano de resposta ao bioterrorismo

O presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou ontem que este organismo está a preparar um plano para fazer frente a eventuais situações de bioterrorismo.

António Nunes falava numa conferência de imprensa conjunta com a responsável máxima da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA, na sigla em inglês) e adiantou que, embora a ameaça do bioterrorismo não seja expectável, é preciso estar preparado.

«O bioterrorismo tem uma abrangência muito grande que pode ir desde a contaminação de produtos alimentares, incluindo a própria água, e é dentro deste âmbito que temos um grupo de trabalho fazer um levantamento de todas as situações com alguma probabilidade e ocorrência» explicou o responsável da ASAE, acrescentando que não faz sentido estudar a contaminação de produtos pouco usuais em Portugal.

O grupo já tem dados sobre o que se passou entre a Primeira Grande Guerra e o presente, tendo António Nunes confirmado que houve algumas situações de «contaminação de alimentos e, com isso, alguns países procuraram tirar vantagens sobre outros». Uma matéria que é alvo de estudo, tendo em vista tomar medidas que possam diminuir estas situações, adiantando que existem planos de controlo relativos aos pesticidas e organismos geneticamente modificados (OGM).

Esta avaliação de risco está também a ser feita pela EFSA no âmbito dos novos riscos emergentes, afirmou a directora executiva do organismo, citando ainda outros exemplos, como a clonagem dos animais e a segurança do leite e do trigo.

Na conferência de imprensa de ontem, que antecede as reuniões do Conselho Consultivo da EFSA e dos chefes das Autoridades Nacionais Responsáveis pela Segurança Alimentar, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, o ministro da Economia, Manuel Pinho, considerou que «nunca foi dada tanta importância à política de defesa dos consumidores».

O responsável destacou vários passos que foram dados ao nível da regulamentação relativamente ao sector da banca e dos seguros e ao papel da ASAE que « ao fim de ano e meio é conhecida e admirada por todos os portugueses».

Manuel Pinho considerou que à medida que a ASAE faz mais intervenções, o números de casos detectados é menor, o que significa que «as empresas percebem a mensagem e adaptam-se melhor aos parâmetros exigidos».

Fonte: Confragi

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