Para muitas empresas de pequenas e média dimensão do País, a redução das margens de lucro, de forma a conservar os clientes tem sido a regra nos últimos anos, com “promoções quase perma- nentes” . Mas levar este esforço mais além pode conduzir a “um daqueles casos em que se morre do tratamento”.
A convicção é de João Vieira Lopes, da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP), que não duvida que “de uma forma geral, toda a gente vai fazer reflectir o IVA [nos preços], até porque tendo em conta a situação de crise, as margens [de lucro] são menores”.
A CIP representa uma centena de associações do País, abrangendo empresas de pequena e média dimensão de áreas que vão desde as gasolineiras a revendedores de produtos alimentares ou empresas de segurança. E o retrato traçado é semelhante para a generalidade: os custos têm vindo a aumentar. As vendas estão em queda.
Para o dirigente da CCP, só as maiores empresas, com volumes de negócios muito elevados, poderão traduzir a subida do IVA Num aumento de preços. “Pode haver um grande grupo económico que, por uma questão de marketing, não o faça. Mas vai fazê-lo reflectir nos fornecedores, tirando partido do seu poder negocial: pagam a indústria e os agricultores”, avisa.
João Vieira Lopes admite que, à partida, o aumento de 1%, não terá grande impacto na bolsa dos consumidores. Mas lembra que este vem “acompanhado da subida dos descontos para o IRS”, que já vai “reduzir o poder de compra das famílias”. E sobretudo, acrescenta, surge numa altura “em que a imagem que se tem passado é que não há dinheiro”. Uma conjugação de factores que, avisa, pode ter um “efeito psicológico” nos consumidores, penalizando “ainda mais” as empresas.
Fonte: Anil
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