A intervenção da tecnologia genética no cultivo de arroz da região da África Subsaariana conseguiu a utilização de variedades de arroz que resultaram no aumento da produção de 8,6 milhões de toneladas, em 1980, para 12,6 milhões de toneladas, em 2005.
Estima-se que a introdução de arroz híbrido tenha conseguido travar o deficit produtivo em 40 por cento, particularmente devido ao arroz NERICA – New Rice for Africa, desenvolvido pelo Centro de Arroz para África.
Trata-se de arroz composto a partir de cruzamentos entre variedades diferentes de arroz, combinando as melhores características: a alta produtividades e precocidade do arroz asiático com a rusticidade do arroz africano. O arroz NERICA produz mais do que o dobro de uma variedade tradicional nas mesmas condições de cultivo.
Apesar dos bons resultados que o arroz híbrido apresenta nesta região do globo, os mercados continuam a ter necessidades de importação e cada vez maiores. É que o arroz tem-se transformado num alimento básico da população. Assim, a África Subsaariana importa 7,2 milhões de toneladas, isto é, 30 por cento do comércio internacional.
O Agrodigital avança que a produção da região poderia ser superior, mas continua a decorrer em pequenas explorações de baixos rendimentos e acesso limitado ao mercado. As terras rendem, em média, 1,4 toneladas por hectare.
Actualmente, a África Subsaariana planta cem mil hectares de arroz NERICA, particularmente na Guiné e no Uganda. Espera-se, agora, que países como o Mali, o Burkina Fase e o Quénia aprendam com a experiência e se voltem para o arroz híbrido.
Fonte: Agrisalon e Confragi
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