Argentina: Pior seca dos últimos 20 anos

A Argentina, um dos maiores produtores mundiais de cereais e carne, está a passar pela pior seca dos últimos 20 anos, com perdas nas colheitas e de animais.

A seca, sem perspectivas de melhoras, afecta a maioria do território argentino, sobretudo a região que vai do centro-oeste ao nordeste do país, incluindo uma parte de Buenos Aires e de Santa Fé, estas últimas, duas importantes províncias dedicadas ao sector agropecuário.

Segundo dados oficiais, públicos e privados, a seca já soma mais de 500 milhões de dólares em prejuízos na agricultura, com uma quebra da área semeada com milho e trigo, para além de verificar-se uma diminuição de 700 mil cabeças de gado, cujo alimento está escasso ou não existe, devido à falta de água.

Os produtores de animais procuram vender o gado rapidamente antes que estes morram, o que levaria a um decréscimo de fêmeas para reprodução e, consequentemente, poderia no futuro ameaçar a produção de carne e leite, para além de diminuir o preço do gado.

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional (SMN), da Argentina, a seca teve início em 2007, como consequência de vários factores climáticos, entre os quais o “La Niña”, que provoca uma diminuição da temperatura normal do ar, absorvendo menos vapor e provocando menos chuva.

Os agricultores argentinos descrevem o panorama como sendo «desolador», tanto do ponto de vista económico como ambiental.

O Governo argentino declarou estado de emergência em cinco províncias agropecuárias afectadas pela seca e anunciou apoios financeiros de cerca de quatro milhões de dólares.

Esta ajuda foi valorizada pelos representantes da Federação Agrícola Argentina, que engloba pequenos e médios produtores, no entanto, alguns casos reclamam que estes apoios não chegam.

Fonte: BBC e Confagri

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